O sexto episódio da série Pânico resgatou minha fé de que há algo relevante e indispensável para fãs de horror na obra. Ainda estão derrapando bastante e me fazendo acreditar que a adaptação nada mais é que um seriado adolescente como todos os milhares existentes por aí, com a diferença que existe um psicopata.
Fomos torturados com Emma e sua mãe se reconciliando e visitando o lugar onde tudo começou, mas nada é mais chato que a sub-trama envolvendo os garotos que estão chantageando o pai de Brooke. Continua sendo surpreendente o tamanho desapego dos nossos protagonistas, que mesmo diante uma série de assassinatos permanecem como se nada estivesse acontecendo.
Audrey teve um episódio inteiro para ser considerada como suspeita do crime. Uma autêntica enrolação do roteiro, se quer saber. Qual o sentido de nos fazer perder tempo com essa sub-trama que obviamente não daria em nada? Ah, claro. Sim, gostei de saber que ela ficou tão puta que estava com vontade de matar Nina com as suas próprias mãos. Mas e aí? Essa trama serviu apenas para renovar e reforçar os laços da jovem com Emma. Nada mais. Ah, não. Também serviu para me deixar entediado. Emma se torna uma chata a cada episódio. Ainda mais depois de recusar usar uma arma para se defender – numa clara mensagem dos produtores para seus telespectadores: “Hey, Kids! Usar armas de fogo é feio. Deixe os assassinos virem atrás de vocês e usem seus celulares para chamar a polícia e rezar para sobreviver até lá.”
Os momentos finais foram capazes de resgatar o meu interesse, além de reforçar minhas suspeitas sobre a identidade do segundo assassino. Estou ansioso para o desenvolvimento dessa sequência.