Outcast é a tão falada série de terror comandada por Robert Kirkman, criador de The Walking Dead. Assim como o universo dos walkers, o material é baseado numa HQ. A diferença é que enquanto TWD apenas flerta com o terror, Outcast é inteiramente focado nesse gênero. Para ser mais específico, é uma série sobre exorcismos, possessões demoníacas e a eterna luta do bem contra o mal.
O mérito do piloto está na direção de Adam Wingard, um dos nomes a serem observados para os fãs de terror. O Cinema de Buteco já destacou dois de seus longas: Você é o Próximo e The Guest. Comandado por quem sabe criar um clima de suspense e terror, ficaria difícil “A Darkness Surrounds Him” fracassar.
O episódio começa com uma criança encarando uma fucking barata. Preciso compartilhar que estava tomando uma tijela de iogurte com Sucrilhos enquanto assistia. Isso significa que quase vomitei depois que o moleque deu aquela cabeça de touro louco faminto na coitada da barata e mastigou o que restou do inseto. É. Tenso assim. Espero que você não esteja lendo esse texto durante o almoço… O choque é perfeito para convencer o telespectador de que Outcast merece a atenção.
Na sequência temos a introdução do protagonista Kyle Barnes (Patrick Fugit), que vive sozinho em sua casa e apresenta sérios sinais de depressão por alguma coisa que aconteceu no seu passado traumático. A apresentação do personagem é interessante, já que cria muitas dúvidas na mente do telespectador sobre as motivações dele e sua ligação com o oculto.
O restante da história é sobre como Kyle deixa a sua casa para tentar ajudar a família do garotinho com preferências gourmets rústicas. Algumas pistas são jogadas para o telespectador: o fato da mãe ter sido possuída e até a própria esposa, o que fez com que ele se isolasse do mundo como o culpado por uma agressão que não aconteceu.
Nunca consegui ser fã de Supernatural e torço para Outcast não seguir o mesmo caminho desta série. Prefiro imaginar que Kirkman se inspirou em Constantine para criar um herói relutante que se vê como um lutador contra forças ocultas. Minha impressão inicial foi positiva, mas ressalto que o mérito está na direção e no roteiro. “A Darkness Surrounds Him” tem começo, meio e final aberto.