Final explicado the electric state (2)

Final Explicado: O que acontece no final de The Electric State?

Quer entender o que acontece no fim de The Electric State? A vida ensina que confiar em corporações é como confiar que o estagiário da lanchonete vai lembrar de tirar a cebola do seu pedido: não importa quantas vezes você peça, no fim, você vai acabar chorando.

Baseado na graphic novel de Simon Stålenhag, The Electric State traz Millie Bobby Brown como Michelle, uma órfã teimosa que cruza um mundo distópico dos anos 90 acompanhada por um robô fofinho e um Chris Pratt que parece ter saído direto de um churrasco texano. No meio do caminho, ela descobre que seu irmão, Christopher, foi sequestrado pela Sentre, uma mega corporação que aparentemente viu Black Mirror e achou que era um tutorial.

Dirigido pelos Irmãos Russo (Vingadores: Ultimato, Cherry), o filme mistura ficção científica, crítica social e o sempre bem-vindo Woody Harrelson dublando um robô revolucionário vestido de Mr. Peanut. Mas o final da história deixou muita gente se perguntando: Christopher morreu mesmo? Michelle venceu? E, mais importante, como diabos um robô de amendoim virou o Abraham Lincoln dos androides?

Final Explicado de The Electric State: Christopher morreu mesmo?

Vamos lá.

Se você achou que Michelle e Christopher iam ter um final feliz estilo comercial de margarina, sinto informar que a Sentre não acredita em finais felizes — só em lucro.

Michelle descobre que Christopher não estava morto, mas sim sendo usado como um HD externo humano para alimentar a tecnologia da Sentre. Isso significa que desconectá-lo da rede não só destruiria a corporação, mas também mataria o garoto de verdade. Aí vem o dilema clássico de todo filme com grandes corporações do mal: aceitar um sistema injusto ou desligar a tomada e ver o caos acontecer.

Michelle, sendo a protagonista determinada que é, faz o que qualquer pessoa sã faria diante de uma empresa exploradora: ela aperta o botão de desligar sem nem piscar. Adeus, Christopher. Adeus, Sentre.

Mas calma! O filme não seria dirigido pelos Irmãos Russo se não deixasse pelo menos uma pulga atrás da orelha. No final, vemos um robô desligado sendo descartado em um ferro-velho… e, segundos depois, ele dá sinais de vida. Seria Christopher ainda vivo dentro do robô? Ou isso é só um jeito esperto dos diretores garantirem uma possível sequência?

A resposta fica no ar, mas uma coisa é certa: nem a morte escapa do Ctrl + C, Ctrl + V da tecnologia moderna.


E o que The Electric State quer dizer com tudo isso?

Assim como confiar no governo para resolver os problemas do mundo, The Electric State nos lembra que depender demais da tecnologia pode ser um baita tiro no pé. O filme critica como grandes corporações tratam seres humanos como meros produtos descartáveis — e Christopher é o exemplo perfeito disso.

O sacrifício dele pode ter destruído a Sentre, mas será que a humanidade aprendeu alguma coisa? Ou em cinco anos vai aparecer uma nova empresa chamada UltraSentre+ tentando vender o mesmo produto com outro nome?

Michelle, Keats e os robôs livres agora tentam reconstruir o mundo, e se Christopher realmente sobreviveu dentro de Cosmo, talvez ainda haja uma chance de criar um futuro onde tecnologia e humanidade possam coexistir sem transformar crianças em baterias de luxo.

Mas sejamos sinceros: se depender do ser humano, alguém vai tentar patentear o conceito de “consciência digital” e vender como NFT antes do próximo Natal.

E é isso.