O que seria do cinema sem o amor? Melhor, o que seria do cinema sem os casais que marcaram, marcam e ainda vão marcar a sétima arte? Com o Dia dos Namorados se aproximando, decidimos fazer uma lista de alguns dos personagens que conquistaram milhões de pessoas por meio de histórias contadas na telona. São indivíduos que tocaram corações solteiros e comprometidos, crianças, adolescentes e adultos, pais e filhos, e por aí vai.
Veja nossa lista e confira se o seu casal preferido está nela!
Jesse e Celine (Antes do Amanhecer, 1995)
Conhecemos Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) pela primeira vez em 1995, na cidade de Viena. Mentira, em um trem a caminho de Viena. O papo deles flui tão bem que dá vontade de ficar lá, com eles, pra sempre. Iríamos ficar de vela, mas seria uma vela extremamente confortável e apaixonada.
Jack e Rose (Titanic, 1997)
Quando lembro de Leonardo Dicaprio e Kate Winslet em Titanic, a primeira cena que me vem à cabeça é a do sexo no carro. Ou o desenho que ele faz dela nua. Ou a competição de cuspe. Ou o primeiro encontro deles, o qual teria resultado no suicídio de Rose se não fosse a chegada de Jack. Enfim, são muitas as lembranças desse lindo par que James Cameron nos apresentou em 1997 e nos fez chorar rios de lágrimas.
Holly e Paul (Bonequinha de Luxo, 1961)
Ela tem medo de amar, ele não tem medo de amá-la. Ela gosta de festas, ele gosta de livros. Ela canta “Moon River” no violão, ele a observa pela janela. Uma história de amor doce e protagonizada por dois atores – Audrey Hepburn e George Peppard – que souberam nos cativar em cada minuto do filme, do início ao fim. Infelizmente não estão aqui conosco mais, mas uma de suas memórias é essa e ela é imperdível.
Andie e Ben (Como Perder um Homem e 10 Dias, 2003)
Amores que começam com apostas podem dar certo ou não. Mesmo dando certo, eles enfrentam momentos de crise, pois, afinal, não começaram exatamente da melhor forma possível. Andie (Kate Hudson) é uma jornalista bem-sucedida, mas infeliz no que faz porque quer falar sobre assuntos mais sérios e não a deixam.
Ben (Matthew McConaughey) é um publicitário também bem-sucedido e que ama o que faz. Com dois personagens confiantes, cheios de lábia na boca, química e carisma de sobra, é praticamente impossível não se apaixonar pela história hilariosamente conturbada que apresentam na tela. Bullshit!
Anne e Will (Um Lugar Chamado Notting Hill, 1997)
Quem não gostaria de estar na pele de Hugh Grant e ter um caso de amor com uma estrela do cinema como Julia Roberts? Ou vice-versa, já que ele tem um charme de dar inveja em qualquer mulher? Embalados por Elvis Costello e sua canção “She”, os dois protagonizam um clássico amor de cinema, entre um homem comum e uma mulher adorada no mundo todo. Happy ending all the way, mas era o que todo mundo queria ver, não vamos negar. Essa é uma história que seria maldade terminar de outro jeito.
Aproveite para conferir a nossa playlist com as músicas que embalaram os grandes casais do cinema!
Hazel e Gus (A Culpa é das Estrelas, 2014)
Por mais que seja um filme que aborda profundamente o câncer e como ele afeta suas vítimas e pessoas ao redor, A Culpa é das Estrelas é uma emocionante história de amor que dura pouco, mas o suficiente para impactar as vidas de todos que a viram. Hazel (Shailene Woodley) tem um grave problema de saúde e praticamente nenhum amigo, enquanto Gus (Ansel Elgort) aparece em sua vida e a transforma totalmente com a alegria e vontade de viver que possui. No fim das contas, é um romance que nos faz refletir sobre várias coisas, sobretudo o amor à vida e ao outro, no curto tempo em que passamos na Terra.
Peeta e Katniss (Jogos Vorazes)
O Liam Hemsworth pode ter o padrão Ken de beleza, mas ele passou longe de chamar a atenção na franquia Jogos Vorazes. Isto porque a química entre Josh Hutcherson e Jennifer Lawrence tomou conta de todos os filmes com força e o Peeta deu um show em Gale. Desde o primeiro, fica clara a proximidade dos dois e a relação de amor que desenvolvem ao decorrer dos capítulos cresce cada vez mais, a ponto de nos deixar pensando “Pelo amor de Deus, fiquem juntos logo!”. Já no fim da saga os diálogos ficam um tanto quanto melosos, à la Crepúsculo, mas isso não atrapalha a história do casal. É carisma demais pra ser combatido por roteiros mal feitos.
Kat e Patrick (10 Coisas que eu Odeio em Você, 1999)
Dó o coração quando lembramos que Heath Ledger faleceu em 2008, aos 28 anos de idade. Porém, não dá pra chorar o leite derramado; seguimos em frente e apreciamos o que o ator deixou em sua breve e belíssima carreira. Um dos papéis que o marcaram nas vidas de milhões de pessoas foi o de Patrick, no hit adolescente 10 Coisas que eu Odeio em Você. Seu jeito rabugento e desinteressado, aqueles cabelos longos e castanhos, sua serenata de “Can’t Take My Eyes Off Of You”…e tudo isso bateu de frente com uma menina também rebelde, Kat (Julia Stiles), cansada do mundo fútil à sua volta, exatamente igual a ele. Deu amor, é claro.
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Kim e Edward (Edward Mãos de Tesoura, 1990)
Se tem um filme que vi diversas vezes na minha infância foi Edward Mãos de Tesoura. Com as tardes livres, um dos meus passatempos era ver filmes na TV e esse passava direto na programação. Vendo-o hoje a sensação é completamente diferente por motivos óbvios – estou bem mais velha -, mas uma coisa que nunca mudou, pelo menos pra mim, foi o amor entre o protagonista (Johnny Depp) e Kim (Wynona Rider). É uma espécie de A Bela e a Fera, só que com atores reais e um fim sem ser de conto de fadas. Independentemente de como termina, essa história comove pela maneira como eles se apaixonam. A cena final então, na qual ela dança na neve oriunda de esculturas de gelo que ele esculpe, jamais sairá da minha cabeça.
Ferris e Sloane (Curtindo a Vida Adoidado, 1986)
Amor na adolescência é uma delícia, especialmente se é um romance entre duas pessoas cheias de vida, alegria e boa autoestima. Um dos pontos positivos de Curtindo a Vida Adoidado é justamente o casal protagonista, que compartilha conosco cenas hilárias e fofas, jamais nos fazendo duvidar do amor e atração que sentem um pelo outro. Dá até vontade de ser eles porque encontrar alguém da forma que eles encontraram é tirar a sorte grande e bastante cedo por sinal.
Aladdin e Jasmine (Aladdin, 1992)
Confesso que não sou fã de animações, mas uma das poucas que eu adoro é Aladdin. Dormi quando minha mãe me levou ao cinema pra vê-lo – eu era praticamente um bebê na época -, mas assisti ao VHS em casa, joguei o game do Super Nintendo e por aí vai. O que tem de tão especial nessa história? Temos um protagonista que tenta mudar quem é pra conquistar uma princesa, mas aprende que, no amor, as pessoas devem amar as outras do jeito que são. Sem mais a acrescentar.
Leonardo e Gabriel (Hoje eu Quero Voltar Sozinho, 2014)
Leonardo (Ghilherme Lobo) é cego e começa a se descobrir sexualmente depois que conhece um novo colega de turma chamado Gabriel (Fabio Audi). Ele obviamente não vê o rapaz, mas se aproxima dele por meio da voz e das conversas que têm no convívio diário da escola. O drama explora muito o despertar sexual do jovem cego, mas a sutileza com que o roteiro desenvolve o relacionamento dos dois e como este vira aquele amor inocente de adolescente, tímido, é uma gracinha. O longa não precisa mostrar nada explicitamente, o amor que nasce fica claro pra todos que assistem.