(Rosemary’s Baby) De Roman Polansky. Com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer, Maurice Evans.
O Bebê de Rosemary, filme que se tornou terror cult dirigido por Roman Polansky é um filme intrigante. Mais do que a história de Rosemary (vivida por uma jovem e bela Mia Farrow), que grávida se vê envolvida com rituais de bruxaria ligados ao nascimento do possível filho do demônio é uma história que trata de um eterno mistério. O fato é que nunca se sabe o que é real ou o que é uma alucinação de Rosemary, fruto de uma possível depressão pós-parto. Fato também é que essa tensão garante mais suspense ao filme, porque se as pessoas não acreditam no que a protagonista diz, nós também nunca teremos certeza. As coincidências são grandes. A cena da possessão demoníaca é assustadora e macabra. As interpretações estão sensacionais (o filme ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante). A cena inicial, com a inocente Rosemary e sua musica de ninar inocente…
A cena final, mostra que o amor de mãe é realmente incondicional, acima do bem e do mal que existe, está a espreita, esperando a melhor hora para vir à tona. Detalhe para o fato de que o filme é uma adaptação do Best Seller de Ira Levin, autora também do livro que deu origem ao ótimo filme da década de 70, Stepford Wives (refilmado a pouco tempo com Nicole Kidman no elenco). Também é a história de uma mulher e de uma teoria conspiratória. O final também segue a mesma lógica. Recomendo os dois portanto.