Filmes da semana

JÁ QUE É PRA COMEÇAR, COMECEMOS. Ainda não fui ao cinema este ano, mas graças a promoções milagrosas da minha locadora, tenho alugado um monte de devedês. Então vou manter o hábito de fazer breves comentários sobre eles a cada semana, com uma breve cotação de 1 a 5 estrelas. Estes são os filmes que eu assisti na primeira semana de 2008:


Trainspotting (1996), direção de Danny Boyle ****1/2
O submundo das drogas em Edimburgo num filme que não toma partido, com uma direção criativa e protagonizado por um Ewan McGregor que não lembra em nada o boa-praça de Star Wars e Moulin Rouge. Excelente. Filme-irmão:Réquiem Para Um Sonho
Formiguinhaz (1998), direção de Eric Darnell & Tim Johnson ***
A comparação com Vida de Inseto, lançado na mesma época, é inevitável. Mas apesar de seu elenco milionário de dubladores e uma animação que transforma humanos em formigas de forma bem-sucedida (especialmente Stallone e Woody Allen), Formiguinhaz tem mais clichês e menos carisma, e por isso perde na comparação.

Mais Estranho Que a Ficção (2006), direção de Marc Forster ****1/2
O argumento é bizarro e genial: Will Ferrell faz o papel de um sujeito comum que descobre ser um personagem de um livro que está sendo escrito. Eu daria cinco estrelas se não fosse o final (obviamente não vou contá-lo aqui, mas basta dizer que concordo com o que diz o personagem do Dustin Hoffman). Filme-irmão: Adaptação

A Casa Monstro (2006), direção de Gil Kenan ***
A primeira metade, com seu um clima meio Goonies, promete. Mas quando aparece pra valer, a casa que dá nome ao filme decepciona e ele fica menos divertido. Além disso, não adianta: nas animações com captura de movimentos, os personagens realmente perdem expressão.

Quase Famosos (2000), direção de Cameron Crowe *****
Obra-prima rock’n’roll, com trilha sonora impecável e várias cenas antológicas. Recomendado a qualquer um que goste de rock anos 70, jornalismo musical e cinema. E a versão do diretor que tem no DVD consegue ser ainda melhor…

Clube Paraíso (1986), direção de Harold Ramis **1/2
Comédia meio sem rumo, com uma história sem pé nem cabeça e jeitão de “Cinema em Casa”. As situações absurdas e alguns diálogos, principalmente os de Robin Williams em início de carreira, fazem com que ele não seja de todo ruim.